Contraindicações absolutas
- Hipersensibilidade à azitromicina, eritromicina, macrolídeos ou cetolídeos
- Hipersensibilidade a componente da fórmula
- Icterícia colestática ou disfunção hepática associada a uso prévio de azitromicina (NeoFax)
Contraindicações
Hipersensibilidade à azitromicina, à eritromicina, a qualquer macrolídeo ou cetolídeo ou a componente da fórmula (bula azitromicina EMS). NeoFax: também história de icterícia colestática/disfunção hepática associada a uso prévio de azitromicina.
Contraindicações relativas e precauções
- Prolongamento do QT documentado ou congênito, ou uso de fármacos que prolongam o QT
- Hipocalemia ou hipomagnesemia, bradicardia, arritmia ou insuficiência cardíaca relevante
- Disfunção hepática significativa
- Insuficiência renal grave (TFG < 10 mL/min)
- Miastenia gravis
- Uso de derivados do ergô (não coadministrar)
- Neonatos até 42 dias de vida (estenose hipertrófica do piloro)
Anafilaxia e hipersensibilidade
- Reações alérgicas graves (angioedema, anafilaxia raramente fatal) e cutâneas (PEGA, Stevens-Johnson, NET, DRESS); os sintomas podem recorrer após suspender o tratamento sintomático. Descontinuar e tratar.
Precauções clínicas
- Prolongamento do QT e torsades de pointes: pesar riscos em QT longo, uso de antiarrítmicos IA/III, antipsicóticos, antidepressivos ou fluoroquinolonas, hipocalemia/hipomagnesemia, bradicardia, arritmia ou insuficiência cardíaca e idosos.
- Hepatotoxicidade (hepatite, icterícia colestática, necrose e insuficiência hepática, inclusive fatais): cautela na disfunção hepática significativa e suspender ao surgir hepatite.
- Estenose hipertrófica do piloro após uso em neonatos (até 42 dias de vida): orientar a procurar o médico se houver vômitos ou irritabilidade às mamadas.
- Diarreia associada a Clostridioides difficile (até colite fatal, inclusive até 2 meses após); superinfecção por organismos não suscetíveis; exacerbação de miastenia gravis; não coadministrar com derivados do ergô.
Efeitos adversos graves
- Prolongamento do QT e torsades de pointes
- Hepatite, necrose e insuficiência hepática
- Anafilaxia e angioedema
- Reações cutâneas graves (SSJ, NET, PEGA, DRESS)
- Colite por Clostridioides difficile
- Estenose hipertrófica do piloro em neonatos
- Perda auditiva
Efeitos adversos comuns
- Diarreia e fezes amolecidas
- Náusea e vômito
- Dor ou desconforto abdominal
- Flatulência
Efeitos adversos
Ensaios clínicos: náusea, vômito, diarreia, fezes amolecidas, desconforto abdominal e flatulência; redução leve e transitória de neutrófilos; disfunção hepática; rash e angioedema; disfunção auditiva (perda auditiva, surdez, zumbido), sobretudo com doses altas prolongadas e geralmente reversível. Pós-comercialização: monilíase, vaginite, trombocitopenia, anafilaxia, anorexia, agitação, ansiedade, tontura, convulsões, cefaleia, sonolência, alteração de paladar/olfato, vertigem, palpitações, arritmias, prolongamento do QT e torsades de pointes, hipotensão, colite pseudomembranosa, pancreatite, descoloração da língua, hepatite, icterícia colestática, necrose e insuficiência hepática, fotossensibilidade, eritema multiforme, PEGA, SSJ, NET, DRESS, artralgia, nefrite intersticial e disfunção renal aguda (bula azitromicina EMS). NeoFax: diarreia e/ou vômitos em 5 a 12%; estenose hipertrófica do piloro em lactentes expostos nas primeiras semanas.
Interações medicamentosas
Fármacos que prolongam o QT (antiarrítmicos IA e III, antipsicóticos, antidepressivos, fluoroquinolonas)grave
Risco de prolongamento do QT e torsades de pointes
Conduta: Pesar risco e benefício; monitorar ECG e eletrólitos
Derivados do ergôgrave
Possibilidade teórica de ergotismo
Conduta: Não coadministrar
Digoxina (substratos da P-glicoproteína)moderada
Aumento dos níveis séricos
Conduta: Monitorar a digoxinemia durante e após o tratamento
Ciclosporinamoderada
Aumento de Cmáx e AUC da ciclosporina
Conduta: Monitorar níveis e ajustar a dose
Varfarina e cumarínicosmoderada
Relatos de potencialização da anticoagulação
Conduta: Monitorar o tempo de protrombina
Estatinasmoderada
Relatos de rabdomiólise
Conduta: Observar sintomas musculares
Rifabutinamoderada
Neutropenia observada no uso conjunto
Conduta: Monitorar hemograma
Antiácidosleve
Pico plasmático cerca de 24% menor
Conduta: Não administrar simultaneamente
Aminoglicosídeos, cefalosporinas (cefotaxima, ceftazidima, ceftriaxona, cefuroxima), clindamicina, fentanil, morfina, furosemida, KCl (Y)grave
Incompatibilidade em Y (NeoFax)
Conduta: Não infundir na mesma via
Outras interações
Antiácidos: reduzem o pico plasmático em cerca de 24% — não administrar simultaneamente. Digoxina e outros substratos da P-glicoproteína: níveis aumentados — monitorar. Derivados do ergô: não coadministrar (ergotismo teórico). Ciclosporina: Cmáx e AUC aumentadas — monitorar níveis e ajustar. Anticoagulantes cumarínicos: relatos de potencialização — monitorar o tempo de protrombina. Estatinas: relatos pós-comercialização de rabdomiólise. Nelfinavir: aumenta a concentração de azitromicina, sem ajuste. Rifabutina: neutropenia observada no uso conjunto. Fármacos que prolongam o QT (antiarrítmicos IA e III, antipsicóticos, antidepressivos, fluoroquinolonas): risco de arritmia. Não interage significativamente com o citocromo P450 (sem interação relevante com carbamazepina, cimetidina, midazolam, teofilina, triazolam, sildenafila, entre outros) (bula azitromicina EMS). NeoFax: incompatível em Y com amicacina, aztreonam, cefotaxima, ceftazidima, ceftriaxona, cefuroxima, clindamicina, famotidina, fentanil, furosemida, gentamicina, imipenem-cilastatina, morfina, piperacilina-tazobactam, cloreto de potássio e tobramicina.
Populações especiais
Gestantes
Categoria B (ANVISA (bula brasileira))
Categoria B (bula azitromicina EMS). Estudos em animais sem dano fetal, mas sem estudos adequados em gestantes: usar na gravidez só se houver clara necessidade.
Categoria de risco é dado da fonte, não uma avaliação definitiva de segurança.
Lactantes
Evitar / avaliar
Relatada secreção no leite materno, sem estudos adequados que caracterizem a excreção; a bula não define compatibilidade (bula azitromicina EMS).
Crianças
Uso aprovado a partir de Comprimidos: crianças com mais de 45 kg (bula azitromicina EMS)
Comprimidos só para crianças acima de 45 kg; dose total habitual de 30 mg/kg (máximo de 1500 mg). Estudos de eficácia em otite média incluíram crianças de 6 meses a 12 anos. Estenose hipertrófica do piloro relatada após uso em neonatos (bula azitromicina EMS).
Recém-nascidos e prematuros
NeoFax: evitar em neonatos, salvo coqueluche ou pneumonia por Chlamydia trachomatis (pesar risco/benefício para Ureaplasma), pelo risco de estenose hipertrófica do piloro (risco 30 vezes maior com exposição entre 0 e 13 dias). Coqueluche (tratamento e profilaxia pós-exposição; agente preferido < 1 mês): 10 mg/kg/dose VO 1 vez ao dia por 5 dias. Oftalmia neonatal por clamídia: 20 mg/kg/dose VO 1 vez ao dia por 3 dias (segunda linha após eritromicina). IV: diluir a 1 a 2 mg/mL e infundir em 1 a 3 horas. Monitorar a tolerância gastrintestinal.
Prematuros: Erradicação de Ureaplasma em prematuros de 24 a 28 semanas (estudos com idade pós-natal < 72 horas e ventilação com pressão positiva): 20 mg/kg IV 1 vez ao dia por 3 dias; efeito na prevenção de displasia broncopulmonar não comprovado (NeoFax).
Idosos
Idosos podem ser mais suscetíveis a arritmias e torsades de pointes (bula azitromicina EMS).
Dose: Mesma dose do adulto; aumento leve da AUC sem relevância clínica.
Cuidados de enfermagem
Conservar entre 15 e 30 °C, protegido da luz e da umidade. Administrar 1 vez ao dia, com ou sem alimentos, sem mastigar o comprimido e sem antiácidos simultâneos. Observar reações alérgicas e cutâneas, diarreia (C. difficile), sinais de hepatite e palpitações/síncope (QT). Em neonatos, orientar sobre vômitos e irritabilidade às mamadas (estenose do piloro) (bula azitromicina EMS). NeoFax: IV diluída a 1 a 2 mg/mL, infundida em 1 a 3 horas (concentrações maiores causam reação local); avaliar a tolerância gastrintestinal.